Anvisa autoriza uso emergencial do REGN-COV2
Publicado em: 4/20/2021 1:43:49 PM
Coquetel de anticorpos da Roche REGN-COV2 em laboratório
Créditos: University of Miami Health System
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (20), o uso emergencial do REGN-COV2, uma mistura que contém a combinação de Casirivimabe e Imdevimabe.
Os dois remédios foram desenvolvidos pela farmacêutica suíça Roche, ainda em fase experimental, e tiveram o pedido de uso emergêncial contra o Covid-19 realizado pela farmacêutica no dia 01 de abril.
Esse é segundo remédio aprovado pela agência. O primeiro foi antiviral Remdesivir, da farmacêutica Gilead.
"Esses produtos são o que a gente chama de anticorpos monoclonais. A ideia dessa proposta é neutralizar o vírus para que ele não se propague nas células infectadas e assim controlar a doença", explicou Gustavo Mendes, gerente geral de medicamentos e produtos biológicos, durante a 6ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa.
A agência afirmou que o tratamento com o medicamento aprovado nesta terça é indicado para adultos e crianças com 12 anos ou mais, com quadros leves a moderados da Covid-19 e com alto risco de progredir para formas graves, desde que os pacientes não estejam recebendo suplementação de oxigênio ou estiverem internados.
De acordo com dados do estudo clínico reproduzidos pela Anvisa, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes internados, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados. Os anticorpos mostraram reduzir a internação relacionada à Covid-19 e consultas de emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença no prazo de 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo.
Segundo a Anvisa, o casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa. Além disso, a agência também fez um alerta sobre os medicamentos, na mesma nota. "Os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia (reação alérgica aguda), febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. De acordo com a Anvisa, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos em andamento.
"Estamos fazendo hoje mais uma entrega, uma entrega importante, uma entrega de ação objetiva no tratamento de pacientes que estão em uma janela terapêutica prévia a um passo mais grave, prévia à necessidade de uma oxigenoterapia mais ampla ou intubação. Então, esses medicamentos poderão sim contribuir para a redução de taxas de ocupação de leitos de pacientes graves. Fica aprovado por unanimidade a pauta", afirmou Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa, durante a reunião.
O REGN-COV2 já foi aprovado para uso emergencial pelo Food and Drug Administration (FDA), do EUA, após apresentar resultados positivos em pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19.
De acordo comunicado do FDA a combinação dos remédios "reduziu a hospitalização relacionada a Covid-19 ou as visitas ao pronto-socorro em pacientes com alto risco de progressão da doença em 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo".
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